Quem é de Caxias, ou até mesmo, da Serra já deve ter ouvido a propaganda da Rodobrás. Onde o seu diretor culpa a burocracia governamental do porque as pessoas não tem um terreno pra morar. Bueno, se na opinião desse senhor é só burocracia, propus pra ele uma chance de negócio, nas minhas condições financeiras. Não me responderam o e-mail, que segue:
''Bom dia!
Ouvi a propaganda em que o diretor da Incorporadora culpa a burocracia do governo que impede que as famílias tenham 300 metros quadrados pra morar. Segundo ele existe déficit de 10.000 moradias em Caxias do Sul, não sei se o número é este, mas o fato é que eu não tenho terreno nem pra plantar um único pé de alface. Então, aproveitando e lançando a campanha pela desburocratização capitalista, gostaria de enviar-lhes uma proposta de compra que segue!
-Pretendo adquirir um terreno de 360 metros quadrados em uma área bem localizada, já urbanizada, pronta para construir.
-Como eu sou o lado frágil do negócio, então prefiro que seja de imediato escriturado em meu nome (as despesas burocráticas, eu banco).
-O pagamento se daria da seguinte forma:
*Pegaríamos o montante do valor do terreno e dividiríamos por 20 por cento (20%) do salário mínimo.
*O valor que desse seria a quantidade de meses que eu teria pra pagar o terreno.
*Essas parcelas seriam fixadas pelo salário mínimo, 20% deste, até sua quitação total.
*A título de remuneração com juros, me comprometeria a pagar também 20% do salário mínimo com o décimo terceiro, cessando essa obrigatoriedade caso esse for extinto.
*O pagamento se daria via depósito direto na conta da Incorporadora, visando não gastar dinheiro com manutenção de conta e/ou geração de boletos.
*O compromisso assumido seria especificado em contrato, para não haver dúvidas no negócio, porém, assumiria o compromisso verbal de quitar tal dívida, assim que conseguisse quitar meu apartamento e após vendê-lo, daqui a 20 anos. Claro que nesse caso, iria exigir a extinção da décima terceira parcela pelos anos restantes, ao qual se daria plena quitação!
*Garantia de vida, bem, caso a burocracia divina resolvesse abreviar minha existência, dar-se-ia por quitada tal dívida, já que, caso minha família não pudesse pagar, poderia talvez voltar para a estatística nefasta de não ter um terreno pra morar. Tudo por causas burocráticas, (ou especulativas?)
Tendo a certeza de que em breve fecharemos negócio e prezando pela intenção de sanar o déficit, despeço-me!
Atenciosamente,
Um sócio da CEF, que por motivos especulativos, obrigou-se a financiar um pequeno Apto em 25 anos, sem muita burocracia, mas com muitos problemas estruturais!''
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