domingo, 24 de dezembro de 2017

Era para eu ter sido demitido


Nos últimos meses tenho recebido muitos elogios pela forma alegre e profissional que atendo as pessoas, como funcionário público devo me sentir honrado por que sei que não só eu, mas, muitos outros colegas em qualquer esfera fazem um bom trabalho!
Em tempos de esculacho do funcionário público, como sendo os grandes vilões da crise brasileira, carregamos a fama de prestar um mau serviço, ganhamos acima de média, trabalhamos pouco e tal.
Gostaria de lembrar que nós trabalhamos com o pior material e com os mais caros produtos fornecidos pelas ''boas'' empresas do setor privado, essas mesmas que não querem o estado se metendo em seus negócios, mas é justamente para o estado que eles vendem produtos de péssima qualidade e superfaturado, e como se não bastasse ainda recorrem ao estado para esta fazer grandes isenções fiscais, minando qualquer possibilidade deste investir em políticas públicas de qualidade. E no fim de tudo isso, quando a crise estoura é o estado que tem a obrigação de resolvê-la!
Mas voltando ao título, a verdade é que a 15 anos, quando eu tinha mais ou menos um ano de empresa, apareceu em minha frente, um sujeito que era promotor ou juiz (esse sim, ganha acima da média, bem acima). Diante da insistência dele que eu lhe desse uma afirmação positiva sobre algo que ele queria e na verdade ele estava equivocado. Ele lacrou: - VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO? Ao que eu respondi, simplesmente: - NÃO ME INTERESSA COM QUEM EU ESTOU FALANDO, O QUE O SENHOR PROCURA, NÃO EXISTE, E PONTO FINAL!
Se eu estivesse na iniciativa privada, certamente o executivo, engomadinho que também ganha muito acima da média (é capaz de ganhar mais ainda pelo fato de arrumar uma fórmula de achatar os vencimentos da base), teria me demitido por desacatar uma autoridade. Lá na iniciativa privada, você não pode destratar um cliente, principalmente se este tiver dinheiro ou prestígio. E é muito interessante ver como se portam pessoas diante de um servidor, seja ele do setor público ou privado, eles acham que a máxima ''O CLIENTE SEMPRE TEM RAZÃO'' vale em qualquer circunstância, que eles podem desrespeitar as pessoas e está tudo bem. E nem se estiver doente e/ou machucado justifica o mau humor, essa desculpa não cola. Não precisa estar de má vontade só por que está doente, aliás, uma mente sã tem mais chance de manter um corpo são!
Obs.: Não considero o que eu disse ao sujeitinho uma ofensa!

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